terça-feira, 24 de maio de 2016

O ponto final


Lá se foi mais um dia
Lá se vai menos um dia
Lá atrás ficaram todas as promessas não cumpridas
Lá atrás ficaram todas as palavras não ditas
O que se segue é um caminho triste e solitário
Histórias têm ponto final
Histórias não deveriam ter ponto final
Traçam-se caminhos diferentes
Eu, antes ser completo
Hoje corpo incompleto
O que era felicidade
Hoje é anestesia
A febre aumenta
A dor solavanca
A voz embaraça
Nada mais está no lugar
Cabelo desajeitado
Pijama manchado
Maquiagem borrada
Coração apertado
Dias de tédio
Noites de amargura
Ouvidos tapados
Olhos cegos
Nem o tato tem mais efeito
Só restou distância
Ergueram-se muros
Derrubaram-se pontes
Sobraram só lágrimas
Sorriso triste
Olhar melancólico
O além do infinito possui um finito
A frase final foi, não dá mais
E assim chegamos ao ponto final.

domingo, 16 de março de 2014


Éramos quatro



Quatro amigas se encontraram

E juntas logo ficaram

Posso definir cada uma delas
E no final eleger a mais bela

Muitos sorrisos e segredos contados
Revelações de ficar abestado

Na brincadeira verdades se ouviu
E também teve coisas que nunca se viu

Sem testemunhas e procurador
No sala do júri se falava de amor

Tudo aconteceu muito natural
Mas foi uma experiência fenomenal

Os olhares que cruzavam
Os desejos que ardiam

Quatro mulheres que se seduziam

E no meio da arte surgiu a questão
Beijar essa, aquela ou todas então

Parecia até mesmo cena de novela
Sentir o desejo da moça mais bela


Eram quatro mulheres bem diferentes
Daquelas que dá muito suor na gente

E na roda do jogo rolou repetição
Eram tantos beijos, aguenta coração


Já no final da tarde rolou uma danação
Que fez subir até a pressão

Quatro amigas se encontraram
E juntas se abraçaram

Foi um momento impar
Posso afirmar
Que nenhuma das quatro queria está em outro lugar.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Minha Inquietude

Meu apreço, minha agonia... 
Tudo tão rápido, tudo tão intenso, como uma tempestade você passou... Levantou uma poeira de sensações...
Fez reboliço nas emoções, arrancou raízes que jamais imaginava-se que pudessem ser arrancadas...
Passou feito um tsunami que com sua grande onda devasta tudo que encontra a sua frente e que quando passa deixa um rastro de destruição...
Assim foi você, ao passar deixou um sentimento intempestivo, voraz... 
Após sua passagem, restou a reconstrução dessa moradia, não aquela de pedras e concretos, mas aquela que no inconsciente se busca preservar, a repleta de sonhos, medos, anseios, a que nos permite criar, recriar, inventar...
Tudo bem, chegou o momento mais importante, as águas que tragam já passaram, eis agora em seu lugar um lago brando...
E nesse lago me pus a procura de um sossego...
Mas tu resolveu trazer um turbilhão para esse lago...
E agora?
O que fazer?
Como proceder?
Se em meio a minha agonia sei que te tornaste o meu maior apreço...
E nessa certeza me vejo novamente no meio de um tsunami... Mas por que?
Justo eu que sempre busquei a calmaria,
Justo eu que sempre me pus a querer o que melhor me fizesse,
E você, minha agonia, meu desassossego...
Me rouba minha calmaria com seu jeito intenso de querer ser...
E eu, me vejo querendo te ter...
E eu, me vejo buscando outras tempestades...
E eu, me vejo desejando que fique...
E eu, me vejo procurando seu sorriso...
E eu, me vejo me perdendo em seu olhar...
E eu... E eu... E eu... 

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Metamorfose


Como a borboleta que precisa passar pelo processo de metamorfose, transformando-se de lagarta em uma linda borboleta, assim sou eu... Esse processo de sair do casulo é demorado, as vezes até complicado, mas no final a recompensa é válida. Sei que não sou perfeita, mas como diz a música "eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo... sobre o que é o amor, sobre o que eu nem sei que sou..."
Errar? Claro que sim, como um ser imperfeito estou sujeita a falhas, a erros, porém procuro sempre me aprimorar, procuro sempre mostrar que sou capaz de consertos, de renovações...
Não me negues a oportunidade de mostrar minhas transformações, minhas renovações...

sábado, 17 de setembro de 2011

terça-feira, 30 de agosto de 2011

...

Amo-te desde o primeiro instante que te vi...
Amo-te com tudo que há em mim...
Amo-te com a essência do meu ser...
Amo-te com o meu mais profundo querer...
Amo-te com a força de um espinho quando fere...
Amo-te com risos e lágrimas...
Amo-te no meu entendimento confuso...
amo-te na minha desilusão...
Amo-te até mesmo quando não quero amar-te...
Amo-te apesar dos pesares...
Amo-te aqui e em todos os lugares...
Amo-te dentro e fora de mim...
Amo-te mesmo que esse amor me machuque...
Amo-te... Simplesmente amo-te...

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Eis aqui partes de um todo,
pedaços de uma colcha de retalhos,
encaixes de um quebra-cabeça,
palavras fragmentadas,
papéis recortados,
limitação do incompreendido,
inquietação do mal dito,
a fome que alimenta o medo,
o manto que cobre o desejo,
o fim de um começo,
pequenos cacos de sentimento...
Eis aqui a imperfeição,
irritável, malfeita, inacabada,
a junção de todas as partes, pedaços, encaixes,
o tudo que se resume no nada,
o muito que se define no pouco...
Eis aqui a criação,
a obra desajeitada,
enfim, eis aqui o EU...

By: Vanessa Souza [:p]